A ESCRITURA DO EVANGELHO
Quando Jesus recomendou a
pregação da Boa-Nova, em diversos rumos, reuniu-se o pequeno colégio
apostólico, em torno d’Ele, na humilde residência de Pedro, onde choveram as
perguntas no inquérito afetuoso.
– Mestre – disse Filipe,
ponderado –, se os maus nos impedirem os passos, que faremos? caber-nos-á
recurso à autoridade punitiva?
– Nossa missão – replicou Jesus,
pensativo – destina-me a converter maldade em bondade, sombra em luz. Ainda que
semelhante transformação nos custe sacrifício e tempo, o programa não pode ser
outro.
– Mas... – obtemperou Tomé –, e
se formos atacados por criminosos?
– Mesmo assim – confirmou o
Cristo –, nosso ministério é de redenção, perdoando e amando sempre.
Persistindo no bem, atingiremos a vitória final.
– Senhor – objetou Tiago, filho
de Alfeu –, se interpelados pelos fariseus, amantes da Lei, que diretrizes
tomaremos ? São eles depositários de sagrados textos, com que justificam habilmente
a orgulhosa conduta que adotam. São arguciosos e discutidores. Dizem-se herdeiros
dos Profetas. Como agir, se o Novo Reino determina a fraternidade, isenta da tirania?